domingo, 7 de fevereiro de 2016

Prevenção da Infeção HIV

No âmbito do Projeto de Educação para a Saúde e em parceria com a organização não-governamental – Abraço, sediada em Lisboa, realizou-se no dia dois de fevereiro, na ESAG, uma palestra denominada a “ Prevenção da infeção pelo VIH ”.


Esta atividade, que teve como orador e dinamizador o Dr. Sérgio Luís, que fez saber a origem da Abraço e como esta instituição trata pessoas infetadas e afetadas pela SIDA. Teve como público-alvo todos os alunos do 12º ano durante o período da manhã e de todos os alunos do 8º ano no período da tarde. Esta atividade promotora da saúde em meio escolar permitiu aos alunos uma maior consciencialização sobre a Sida “ jovens informados podem fazer as melhores escolhas, as mais assertivas, prevenindo de uma doença que ainda não tem cura”, uma sensibilização para o voluntariado e saber que todos devemos ajudar quem mais precisa e a necessidade de angariar fundos para continuar a investigação e ainda investir numa promoção da qualidade de vida dos doentes e dos seus familiares. Os alunos do 12º ano prestes a entrar na Universidade dentro de alguns meses, decerto vão levar consigo na bagagem mais conhecimentos e poderão prevenir comportamentos de risco.
Os alunos ao longo dos trabalhos, mostraram-se motivados com a temática VIH/SIDA, muitos colocaram questões e foram participativos nas sessões, demonstraram um grande interesse pelo tema, querendo aprofundar os seus conhecimentos.

Um grupo de alunos do 12º ano da turma A, solicitaram a participação dos colegas com o registo de mensagens “ o que aprenderam hoje sobre o VIH/SIDA”, para divulgar posteriormente num trabalho a expor na escola na semana do “AMOR e AFETOS”.
           

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Cancro, um inimigo a vencer




Cada um de nós perde, ao longo da vida, cerca de duas toneladas de células do tecido que forra o tubo digestivo. Estas células são naturalmente substituídas por outras que surgem por mitose. O que se passa ao nível do tubo digestivo passa-se com outros órgãos, de tal forma que anualmente ou bianualmente substituímos uma massa de células equivalente ao nosso corpo. Digamos que os organismos pluricelulares são o resultado de um equilíbrio que se estabelece entre a proliferação celular e a morte celular programada, ou apoptose. Alguns cancros resultam de uma proliferação descontrolada de células, são alterações ao nível dos proto-oncogenes, enquanto que outros (a maioria) são caracterizados por uma espécie de imortalização das células, dando-se as alterações ao nível dos genes supressores de tumores. Esta resistência à morte prolonga-se por vários anos, que é o tempo necessário para que um cancro se desenvolva. Por isso, um cancro não é uma doença aguda mas sim crónica, uma vez que quando se manifesta clinicamente tem já 10, 20 ou mais anos de evolução. Por exemplo, um cancro da mama com 1 cm tem já 10 anos de evolução.



quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A Importância da Prevenção do Cancro

  •    No passado dia 4 de Fevereiro comemorou-se o Dia Mundial Da Luta Contra o Cancro. O cancro é a segunda maior causa de morte em Portugal. Muitos dos casos de cancro se forem diagnosticados precocemente evoluem para a cura. No entanto esta realidade nem sempre se verifica no nosso país, no qual a saúde continua a ser um valor pouco estimado por um grupo alargado da população.
    O cancro é uma doença, onde as células não morrem e se reproduzem descontroladamente, adquirindo a capacidade de invadir outros tecidos. Essa invasão a outros tecidos acontece quando essas células se infiltram no sistema circulatório e/ou linfático, formam as metástases.
    Apenas 10% dos fatores de risco são genéticos. Sendo que a maioria dos fatores de risco provem do comportamento e dos hábitos das pessoas. É assim necessário reconhecer quais os fatores de risco para que seja possível a prevenção.
    São fatores de risco:
                -Tabagismo
                -Infeções
                -Radiação
                -Imunosupressão
                -Exposição a estrogénio
                -Álcool
                -Obesidade
                A maioria dos cancros estão relacionados com o ambiente e hábitos pouco saudáveis, e não com causas genéticas. Cada pessoa é responsável pela sua própria prevenção contra esta doença. Praticar uma alimentação equilibrada, rica em vegetais e pobre em gorduras, manter um peso adequado, praticar atividade física e evitar o consumo de álcool em excesso e o tabaco, são exemplos de hábitos saudáveis para prevenir a doença.
    O rastreio e o diagnóstico precoce do cancro aumentam as probabilidades da cura e diminuem as sequelas da doença e dos tratamentos. Quanto mais cedo se contrair a doença, mais fácil é de curar. Caso não se realize nenhum rastreio, existem sintomas para os quais se deve estar atento:
                - Uma massa espessa palpável, em qualquer parte do corpo;
                - Um novo sinal na pele ou alterações em sinais já existentes;
                - Dificuldade em engolir;
                - Desconforto após ingestão de alimentos;
                - Alterações nas funções digestivas e renais;
                - Perda de peso ou aumento de peso, sem razão aparente;
                - Sensação de fraqueza ou cansaço, sem razão aparente;
                - Dificuldade em respirar;
                - Hemorragias ou expulsões de outro tipo de secreções não habituais e       sem razão aparente.
    Na maioria das vezes estes sintomas não são causados por cancro, e o cancro pode desenvolver-se sem a manifestação destes sintomas.

                É importante que cada pessoa visite regularmente o seu médico de família, seguindo um rotina de controlo da sua saúde de acordo com o seu estilo de vida e a sua idade. O seu médico saberá avaliar qualquer alteração ou sintoma que apresente e que mereça estudos complementares ou atos de tratamento preventivos. Só um médico pode determinar a origem dos sintomas. Se sentir algum destes sintomas, não deixe que perdure, visite o seu médico o mais rapidamente possível. O diagnóstico precoce do cancro aumenta exponencialmente a probabilidade de sucesso do seu tratamento.
    Realizado pelas alunas, do 12ºA da Escola Secundária Artur Gonçalves, Maria Lemos, Adriana Félix e Patrícia Coelho no âmbito do trabalho de projeto da disciplina de Biologia, “Doenças oncológicas na adolescência: Como melhorar a qualidade de vida de um adolescente com cancro?”. Com o apoio e o acompanhamento, da Professora de Biologia, Drª. Maria do Rosário Lírio P.R. Caldeirão. 

  • Continue a ler sobre este assunto no site da Liga portuguesa contra o cancro


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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Educação para os afetos e sexualidade

Educação para a Sexualidade
Uma urgente necessidade nacional
                                                     Prof. Doutor J. Machado Caetano

      A sexualidade é uma parte integrante da vida de cada indivíduo que contribui para a sua identidade ao longo de toda a vida e para o seu equilíbrio físico e psicológico. A sexualidade como refere a OMS é “Uma energia que nos motiva a procurar Amor, contacto, ternura, intimidade, que se integra no modo como nos sentimos, movemos tocamos e somos tocados; É ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual; ela influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações, e por isso influência também a nossa Saúde física e mental.” A sexualidade invadiu os media, é campo de análise científica e deveria ser objectivo da política governamental nas áreas da saúde, da educação, da juventude e da condição feminina. A sexualidade adquiriu valor próprio, é uma componente positiva do desenvolvimento pessoal ao longo de toda a vida e as suas expressões contribuem para o bem-estar pessoal e relacional e não só para a reprodução.
     Os jovens dos dois sexos são vítimas de várias situações de sofrimento designadas sob o título de Emergência Infantil, onde se destacam a pobreza, o trabalho infantil, a iliteracia, abuso sexual, e infeção por agentes das DST, em especial o VIH. Relativamente à SIDA, mais de 50% das infeções ocorre entre os 10 e os 24 anos, referindo a ONUSIDA que 1/3 dos cerca de 35 milhões de infetados são jovens. A SIDA continua a não ter cura, nem vacina preventiva, razões pelas quais a prevenção útil só é possível pela Educação. A Educação para a Sexualidade é uma parte da Educação Cívica, que permite contribuir para uma vivência mais informada, mais gratificante, logo, mais responsável da sexualidade. No fundo a educação para a sexualidade é sobretudo a educação da afetividade, e os seus principais responsáveis deverão ser os Pais e outros familiares e os educadores. Num país como Portugal, que tem na União Europeia um dos primeiros lugares na incidência da SIDA, Toxicodependência, Alcoolismo, Gravidez não desejada da adolescente, Tuberculose, etc., a Educação para a Sexualidade não é só necessária mas também é indispensável e urgente!
   Aos jovens têm que ser dadas todas as condições educacionais para, em liberdade, escolher os comportamentos mais saudáveis de molde a evitar as dependências, a gravidez não desejada, as DST em geral e a SIDA em particular, bem como para se defender de todas as formas de violência sexual e coerção. A realidade que importa sublinhar é que a informação sexual e reprodutiva não promove a promiscuidade nem o início precoce da atividade sexual mas, antes pelo contrário, contribui para elevado nível de abstinência, um início mais tardio da atividade sexual, maior uso da contraceção e um menor número de parceiros sexuais. A educação da sexualidade envolve várias áreas, designadamente o crescimento humano, o desenvolvimento e comportamentos ao longo da vida, as relações humanas, a autoestima, o desenvolvimento da personalidade, a dinâmica de grupos e a tomada de decisões, conduzindo os jovens à discussão dos sentimentos e dos valores, da ética, das relações interpessoais e das decisões relacionadas com o género. É imprescindível ter como objetivos o reconhecimento da sexualidade como uma componente positiva de realização pessoal, valorizando as suas diferentes expressões ao longo da vida, tendo sempre presente o respeito pela “outra” pessoa, promovendo-se a igualdade de direitos e oportunidades dos dois sexos, o respeito à diferença, a importância da comunicação e o reconhecimento do direito a uma maternidade/paternidade livres e responsáveis. Acima de tudo a Família, a Escola e a Comunidade não podem perder mais tempo e de modo multidisciplinar devem proporcionar Educação Cívica, para a Saúde e para a Sexualidade a todos os jovens. Os Pais e Educadores devem oferecer aos Jovens Bons Exemplos e desenvolver neles a Autoconfiança, Sentimentos positivos sobre o sexo, Oportunidade para tomar decisões, Confiança nos outros e o Sentimento de que, sendo diferentes, são normais... , tudo isto impregnado de uma informação transparente e conhecimentos, “temperados” num bom projeto educacional em que o afeto e a confiança são fundamentais.
     É indispensável reconhecer e ultrapassar as múltiplas dificuldades à vista, sublinhando ainda que não se conseguirão obter resultados válidos na Educação Cívica e para a Sexualidade, sem uma melhoria socioeconómica, cultural e educacional de toda a população.

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